BLOG

Novembro Azul: um mês para a conscientização do câncer de próstata

Este é o tipo de câncer mais comum entre os homens

02/11/2018

O mês de novembro é dedicado para uma campanha internacional de conscientização do câncer de próstata: Novembro Azul. O câncer de próstata é o mais comum entre os homens. A doença é silenciosa, em muitos casos sem sintomas, e de evolução geralmente lenta. Isto significa que, quando surgem alguns sinais, a doença pode já estar instalada há algum tempo e em estágio avançado.

O Dr. Pedro Lourega, oncologista clínico do CITRADI, explica que o câncer é o resultado de uma multiplicação desordenada das células da próstata, induzido pela idade, por fatores hormonais e de hábitos de vida nocivos. Sobre a prevenção, ele destaca que já está comprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco de câncer, como também de outras doenças crônicas. "Porém, outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar. Níveis adequados de vitamina D também são importantes para a prevenção desta neoplasia", destaca.

A idade é um fator de risco importante para o câncer de próstata, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam significativamente após os 50 anos. Pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos pode aumentar o risco de se ter a doença de 3 a 10 vezes comparado à população em geral, podendo refletir tanto fatores genéticos (hereditários) quanto hábitos alimentares ou estilo de vida de risco de algumas famílias.

Em sua fase inicial, o câncer da próstata tem evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata (dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou a noite). Na fase avançada, pode provocar dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.

Existe uma ampla discussão, inclusive entre as sociedades médicas, sobre qual a melhor maneira de se rastrear o câncer de próstata. Lourega entende que a primeira premissa é a de se conversar abertamente, sem mitos ou tabus, com o paciente, os riscos de exames/desconfortos e os benefícios. Para a população usual, sem riscos acometidos, recomenda-se realizar pelo menos a dosagem de PSA (exame de sangue que é um bom indicativo de alteração prostática). Para pessoas que possuem história familiar, negros ou com fatores de riscos associados esta indicação pode ser iniciada aos 45 anos. O exame de toque retal pode ser complementar ao exame de sangue e pode auxiliar na descoberta precoce desta doença.

Para doença localizada, cirurgia, radioterapia e até mesmo observação vigilante (em algumas situações especiais) podem ser oferecidos. Para doença localmente avançada, radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal têm sido utilizados. Para doença metastática (quando o tumor original acometeu outras partes do corpo), o tratamento de eleição é a terapia hormonal combinada com outras estratégias que surgiram recentemente. A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após discutir os riscos e benefícios do tratamento com o seu médico.
Novembro Azul: um mês para a conscientização do câncer de próstata

Newsletter

Cadastre seu e-mail e receba nossas novidades!